Com quem viajar: 10 pontos a considerar ao organizar parcerias de viagem
Talvez você seja o único de um grupo a querer visitar um lugar que foca especificamente em um tema inusitado e percebido como desinteressante para os demais, por exemplo. Há a possibilidade de negociar com seus companheiros de viagem e incluí-los na experiência, proporcionando uma jornada (tediosa ou ao final supreendentemente agradável a todos) para aquele museu sobre moedas medievais, loja de instrumentos musicais ou biblioteca de livros raros, ou talvez seja preferível separar-se do grupo e permitir-se, e aos demais, momentos importantes neste precioso tempo de viagem.
Nesta linha, há ainda aqueles que em férias de 15 dias planejam “fazer” 10 países, marcando na lista os pontos turísticos principais, enquanto outros preferem ficar mais tempo em um lugar e aproveitar toda a experiência que estar nele proporciona. Fazer compras no supermercado, visitar as livrarias locais, sentar-se sem pressa em um parque ou praia e assistir a um por do sol deslumbrante.
Qualquer
que seja seu caso, todas as experiências são válidas, igualmente legítimas quando
se trata de escolher como usufruir de suas férias. Mas, sem dúvida, considerar
as diferentes possibilidades é fundamental na organização da viagem e, neste
processo, quem viaja com você é parte essencial do planejamento.
Isso dito,
alguns aspectos que podem ser levados em conta ao planejar quem você vai considerar
como companhia em suas próximas férias.
3. Considere a importância que a experiência tem para cada integrante do grupo e o que a torna especial para este. Se para alguns a viagem a Europa é uma experiência rotineira e para outros uma oportunidade única de visitar aquela tão sonhada cidade, talvez ter em conta a diferença de expectativas seja importante na organização destas férias. Isso não quer dizer que não possam existir, no mesmo grupo, objetivos e situações diferentes, mas esclarecer este ponto pode ser parte importante do sucesso da viagem.
4. Questões orçamentárias são importantes também. Se você pretende, por exemplo, fazer com seus companheiros de viagem as principais refeições, deslocar-se pela cidade e escolher atividades culturais em seu destino, vale ver quanto cada um está planejando gastar. Será desconfortável, por exemplo, se alguém preferir sempre deslocar-se usando taxis, fazer as refeições em restaurantes caros e frequentar teatros, reservando os lugares mais caros da platéia, enquanto outros optariam pelo transporte público, escolheriam refeições prontas ou sanduíches no supermercado e restringiriam gastos com espetáculos ou outras atividades. Será particularmente desconfortável se qualquer um se sentir pressionado a “seguir o grupo”, gastando mais do que pode, ou tiver a sensação de estar privado de experiências que poderia ter devido às impossibilidades do resto do grupo. De novo, não é impossível que essas questões possam ser explicitadas e ajustes realizados, desde que todos se sintam à vontade para expressar seus objetivos e possibilidades neste sentido.
5. Interesses de viagem semelhantes facilitam realizar atividades juntos, embora, claro, nada impeça que determinados momentos sejam vividos apenas por parte do grupo ou um de seus integrantes. Ter claro o que cada um gostaria de visitar ou fazer no destino torna mais viável contemplar os objetivos de cada um. E permitir-se divergir no que diz respeito aos objetivos pode possibilitar ajustes para que, o que é importante para cada um, seja considerado, bem como a forma de realizar estes objetivos.
6. A vontade de estar com outras pessoas – em tempo integral ou parcial – também é algo a considerar. Você pode ser o tipo de pessoa que adora sair com amigos ou família ampliada, mas talvez também prefira manter suas experiências (ou parte delas) como atividades individuais ou familiares mais restritas. Isso pode implicar em organizar viagens sozinho, em casal, pequenos ou grandes grupos, mas também determinar que, em determinados momentos, você precisa de experiências ou momentos a sós, mesmo que viajando com muitas pessoas. Considerar este aspecto é especialmente importante se você viaja com adolescentes, por exemplo, que muitas vezes vão considerar essenciais os momentos de experimentarem o que o local oferece para a faixa etária ou mesmo estarem “em casa” (hotel, apartamento, etc), em contato remoto com amigos que estão distantes.
8. Com quem dividir os espaços escolhidos para o tempo de descanso pode ser uma decisão especial. Se você é daqueles que precisa de uma conjuntura muito específica para uma boa noite de sono, e ausência de ruídos, características especiais de iluminação ou mesmo ter a sensação de solidão ao dormir fazem a diferença para relaxar e estar pronto para o dia seguinte, vale questionar se compartilhar o quarto, por exemplo, é confortável. Talvez você prefira considerar, em seu orçamento, que algumas horas de privacidade e solidão, à noite, são essenciais.
9. Apresentadas estas considerações... bem, diria que é essencial, para o sucesso de suas férias, que tudo isso possa ser ao menos um pouco conversado com seus possíveis companheiros de viagem. O que é importante para que cada um possa usufruir da experiência e sentir-se confortável deve ser discutido e, a partir disso, você pode definir com quem viajar, de que modo organizar os momentos de lazer e descanso e, especialmente, combinar que atividades escolherá realizar com todo o grupo, partes dele ou individualmente. Não há qualquer problema em definir que algumas atividades ou experiências só interessam a alguns e, portanto, pode ser interessante a todos que o grupo se separe nestes momentos. Da mesma forma, considerando diferentes hábitos no que diz respeito à hora de acordar e começar o dia, refeições, interesses e orçamento, pode ser uma boa ideia definir que parte das férias será pensada em grupo e parte delas, não.
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